A empresa carioca Easy Taxi, que desenvolveu um aplicativo para smartphones que ajuda passageiros a encontrar táxis disponíveis, nasceu em abril de 2012 e já no fim de outubro do mesmo ano se expandiu para São Paulo e para a Cidade do México, logo depois de receber uma injeção de capital de R$ 10 milhões da incubadora alemã Rocket Internet. A Rocket identifica modelos de sucesso comprovado, especialmente nos EUA, e os reproduz ao redor do mundo, com ênfase nos países emergentes. Também no Brasil, a incubadora colocou dinheiro, por exemplo, na Dafiti, plataforma de comércio on-line de moda e decoração inspirada na varejista on-line americana Zappos.
Com uma população de quase nove milhões de pessoas e famosa por seu trânsito caótico, a capital mexicana tem uma frota de táxis de quase 100.000 veículos. Mas tomar um táxi nas ruas da cidade pode ser perigoso, já que casos de roubos e sequestros são frequentes. Isso torna o mercado ideal para o modelo de negócios da Easy Taxi, que além de praticidade, promete mais segurança para o passageiro, já que todos os taxistas incluídos no seu serviço são cadastrados e certificados.
Dos quase três milhões do total de usuários do Easy Taxi hoje, cerca de 350.000 estão na Cidade do México. O usuário não paga uma mensalidade, mas precisa baixar o aplicativo num smartphone com sistema operacional Android 2.1 ou mais recente, com GPS e acesso à internet. A receita do Easy Taxi vem de uma taxa fixa cobrada do motorista por corrida concluída. A empresa anunciou que já passou da marca de cinco milhões de corridas este mês.
Tallis Gomes, diretor-presidente da Easy Taxi, diz que o segredo do sucesso da empresa é adaptar o seu modelo de negócios a cada país em que se instala. Em entrevista ao The Wall Street Journal, Gomes, que estava de passagem pela Guatemala a caminho de Honduras, numa viagem para pesquisar oportunidades de negócios no mercado centro-americano, citou os exemplos da Venezuela e da Coreia do Sul. Na Venezuela, além dos problemas de segurança, os carros não têm taxímetros, o que torna o serviço da Easy Taxi muito atraente, já que o preço das corridas é preestabelecido no aplicativo. Já na Coreia do Sul, o problema enfrentado pelos passageiros é a ausência de endereços com nomes de ruas e números. Um algoritmo criado pelos engenheiros da empresa mapeia as ruas das cidades e facilita os percursos. A Easy Taxi opera em 29 cidades internacionais, inclusive no Oriente Médio e na África.
Texto retirado de um artigo do Wall Street Journal
